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. . . . ONTEM À NOITE . Ontem - sozinhos - eu e tu sentados, Nos contemplamos quando a noite veio: Queixosa e mansa a viração dos prados Beijava o rosto e te afagava o seio, Que palpitava como ao longe o mar... E lá no céu esses rubis pregados Brilhavam menos que teu vivo olhar!
Co'a mão nas minhas, no silêncio augusto, Tu me falavas sem mentido susto, E nunca a virgem que a paixão revela, Passou-me em sonhos tão formosa assim! Vendo essa noite pura, e a ti tão bela, Eu disse aos astros: - dai o céu a ela! Disse teus olhos: - dai amor pr'a mim! . Victor Hugo tradução de: Casimiro de Abreu |
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HP atualizada: 30/01/2004