Horizonte de Sonhos

 

 

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HORIZONTE  DE SONHOS

   

Olhando além do clarão das nuvens

Consigo notar como os anos passam

O tempo que passou não se pode ajustar

Atualmente refletindo o que foi outrora

Lamento sentir aqueles dias desprezados.

 

Esse tempo que desfila sob o horizonte

Tempo que viaja transportando na bagagem

Dias de isolamento e aborrecimentos

Como foi complicado desfiar esses dias tediosos

Períodos de reclusão e desprazer.

 

Nos dias chuvosos as horas caminham lentamente

Resvalam junto as gota que caem na vidraça

Convivem no isolamento de meu corpo insensível

Chuva que lava e desvirtua meu tempo acalmado.

 

No lusco-fusco ouço a balada dos pássaros

A silhueta da noite já envolve meu existir

Temo em não mais notar as estações

Contenho temores do era do desconhecido.

 

Corro contra o tempo perdido

Agarro intimamente meus momentos

Anseio assistir o sol rasgando as nuvens no horizonte.

 

Quando meu apreciar já fatigado se dispersar do horizonte

E minha face não mais se ruborizar de calor

Por certo meu olhar se extenuara

E prontamente lágrimas banhara meu semblante.

 

Devo eternizar em meu existir

O tempo em que posso me abarcar com chuva

Sentir-me deslumbrado com o que surge no horizonte

Deliciar-me com a probabilidade de afastar a janela e imaginar

Embebedar-me da existência que surge todos os dias no horizonte.

 

                            (Sonia Santos - Dezembro/2003)


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