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CREPÚSCULO
O candeeiro da noite se acalora
Fazendo desmaiar o fulgor do dia
O qual nos abandona mansamente
Eu que a tudo assisto
Insisto em lembrar de outrora.
Dentro do ensejo do irromper da noite
Tudo em mim insiste em saudade
Penso nos sonhos que me esperam
Queixo a perda dos sonhos de ontem.
Ocasião do concluir do dia
Momento de receber a mão da noite
E ausentar-se em cavalgada
Correr livre pela madrugada.
Consentir que a noite adormecesse o sonho
Somente ao acender o candeeiro
E que lembramos do abrandar do dia
Em meu interior soluça a saudade.
(Sonia Santos - Dezembro/2003)
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HP atualizada: 16/01/2004