\n'; document.write(barra); } } changePage();
|
|
.
Vou
te seguindo em silêncio
Porque tenho inveja da distância
Entre os sonhos e meus desejos
Nesse impasse, mora minha angustia
Que cresce ao romper do crepúsculo.
Vou te seguindo em silêncio
Quando vejo teu olhar pousado no nada
Sinto que me esquecestes
Um frio de inverno gela minha alma
Meus pensamentos se avolumam
Meus lábios se emudecem
Sufoco meu grito.
Vou te seguindo em silêncio
Quando o vejo em meio aos que te cercam
Desejo secretamente me tornar um deles
Porém, sou apenas um reflexo
Nas águas paradas da saudade
Apenas uma beleza imaginada.
Vou te seguindo em silêncio
Mesmo percebendo a madrugada
Sou passageira de teus sonhos.
Nele ambiciono minha morada
Porém, o amanhecer me angustia
Não acredito ter sido tua companheira
Não habitei teu leito.
Vou te seguindo em silêncio
Procuro tuas palavras
Para senti-lo meu, por inteiro
Mas, à tua volta tem perfume
Da noite enluarada
Na qual não fui tua amada
Meus desejos não foram teus sonhos.
Vou te seguindo em silêncio
Mas um vento forte me arrebata
Em meu céu se anuncia tempestade
Todavia, em você irradia o sol
Meu interior se escurece
Desaba meu temporal.
Um dia, vou me tornar companheira
A estrada feita em silêncio, chegará ao fim
Vou me recolher em teu afeto
Em teus sentimentos, procurarei uma sombra
E colocarei meu alento para repousar
Em teu sonho, deixarei meus beijos
No amanhecer, estarei em teus braços.
Sonia Santos (novembro/2002
(Sonia Santos - Janeiro/2003)
Envie esta página para:
|
Anterior |
MAPA DO SITE |
Próxima |
|
|
HP atualizada: 18/01/2004