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RUA DOM PEDRO
Quando apreciei a rua Dom Pedro
Foi em meio a receios e medos
Afinal de contas caminhos levam a segredos
E num desses fins de tardes invernais
Subi a ladeira dessa suntuosa rua
Num toque real de bucólica historia
A rua ia se desnudando ante meu apreciar
Que número de vidas a se recordar
Romances a se desvendar
Quanta peregrinação e nuances
Retém nas pedras dessa ladeira
Fico interpretando meu imaginário
E a rua vai desfilando em minha retina
Sua arquitetura apaixonante e única
Vai serpenteando minha alma de poeta
A brisa de meus sonhos não se aquieta
E em minha memória desenho uma tela
Sou poeta, vivo dos devaneios
Passo os momentos me aprazeirando
Com imagens que arquivo na lembrança
Subo em minha carruagem imaginaria
E embarco meus pensamentos nessa rua
Que leva o sobrenome dos Orleans e Bragança
À noite sobre a carruagem declina seu disfarce
Ao longe ouço o trotar dos cavalos
Lanternas são acesas alumiando o passado
E a lua mesmo em noite de frio
Vai aclarando as pedras nuas da rua
Rua que vai crescendo ladeira adiante
Em toda sua magnitude e esplendor
Em minha carruagem acompanho a lua
Qual ilumina a rua romanesca e misteriosa
Na expectativa de fantasias, esperas e despedidas
Eu prossigo o perambular repleto de nostalgia.
(Sonia Santos - Janeiro/2004)
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HP atualizada: 18/01/2004