Carencia

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CARÊNCIA

 

Entrego meu corpo perdido

Nos braços do vento da noite

Vaguei perdida nessas noites sem lua

À procura de teu corpo adoentado

Implorei a lua

Que clareasse a janela de teu quarto

Clamei ao vento que lhe soprasse uma canção preferida

Chorei para que as estrelas me levassem a seus braços

E nessa procura incessante em meio a apelos e pedidos

Consegui apenas que a brisa tocasse de leve no seu ouvido

O meu pedido a você

E o vento lhe sussurrou meu clamor

Envolva-me em seus braços

Não  me deixe fora de seu caminho

E quando os fantasmas da solidão chegarem

Espere pelo vento da saudade

Ele lhe trará meu perfume e meus desejos

Anseie pelo vento

Nele estará contida a vida que existe entre nós

Ouço os apelos do vento.

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                                    (Sonia Santos - Junho/2002)

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