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. . . . Naquela Cidade Perto do Mar Amaram com sofreguidão As bocas marcadas pelos beijos O corpo marcado pelo desejo Naquela noite de chuva forte Bem próximo do mar Amaram um amor molhado Pela tempestade que caia no mar Nesse horário noturno O mar adentra nossos corpos suados Perpetrando sua maresia No céu de tempestade Somente os raios os aclaravam Naquela cidade perto do mar Amaram-se em meio à tempestade Amaram-se com o corpo lavado Salgado pela embriaguez do mar Naquela cidade perto do mar Somente a lua se deu conta Que em noite de chuva forte Ela caminhava nua pela praia Ele caminhava atordoado na busca dela Eles se encontravam na praia, ávidos de gozo E pela a noite adentro Foram amando-se na chuva Naquela cidade perto do mar Podia-se ouvir os sussurros de prazer E a noite chuvosa permanecia Límpida de lua e estrelas Cheia de bramidos de prazer E o mar que se recheava das águas noturnas Abria os braços para envolve-los Na esperança de deixar suas marcas E nas brumas das ondas Dois vultos se banhavam Entre chuva e espumas Naquela cidade perto do mar Eles foram rolando na areia Misturando-se nas águas Arrastando ondas Se envolvendo nos corais Carregando a noite Molhando o corpo na chuva Perfumando o corpo de sal Se amando sem lua cheia Naquela cidade perto do mar. . (Sonia Santos - Junho/2002) |
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HP atualizada: 16/01/2004