Isolamento

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ISOLAMENTO

 

Ventos que se avolumam trazendo junto nossos tormentos

Somos donos de um abismo persistente na alma

Qual nos conduz as tormentas dos pecados humanos

Há sempre uma tempestade se encaminhando em nossa direção

Queria acompanhar as carícias da brisa

Entretanto. apenas na solidão das tempestades

Que encontramos o demônio que deslumbra nossos caminhos

É nesse encontro que nos saciamos

Sinto em meu ser uma dor aguda

Tento me desvencilhar das amarras que me levam ao abismo

Sinto em meu corpo os açoites desse temível vazio

Vestígios de um isolamento constante

Caminhos escolhidos nas loucuras do cotidiano

Sentimento espalhado nessa selva insensível

Demônio que vive a espreita, aguardando o abarcamento

Lembranças constantes da agonia que nos sustenta

Sabíamos que o tempo nos tornaria cruéis

Apenas embaixo de nós se encontra escondida à verdade

Encontra-se adormecido os desejos para com os outros

Somos posseiros do fracasso dos sentimentos

Habituando-se ao inferno da solidão.

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             (Sonia Santos - Junho/2002)

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