Viandante

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VIANDANTE

 

Cai a chuva fina de inverno

Em meio a luzes de néon

Um viandante segue alheio

Tento fitar seu olhar

Em sua face rolam lágrimas

Fico a imaginar em que ele se perdeu

Será que foi por amor

Suas lágrimas gelam m'alma

O viandante segue em passos errantes

Anda como se equilibrasse em uma corda

Entre faróis e buzinas intermitentes

Vai desfilando sua melancolia

Pressinto que o viandante profere algumas palavras

Não as entendo

Mas imagino que são palavras de amor ditas ao vento

Palavras a um amor do passado

Palavras a um amor inacabado

Aquele personagem segue em frente

Aguardando a boca da noite se abrir

É na escuridão da noite que ele se abriga

Desse modo imagino a vida desse pobre viandante

Que na solidão da noite escura

Esconde sua agonia mundana

Nas longas noites e de bar em bar

Sufoca a dor da desilusão vindoura.

                                              (Sonia Santos - Junho/2002)

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