Manhãs de Inverno

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     MANHÃS DE INVERNO

 

Da janela semi-aberta me enamoro do mar

Aquele que por capricho enfeita meu amanhecer de inverno

Esse mar que se exibe entre a lividez das manhãs

Mar que se agita em meio a nossa aparição ainda adormecida

Assim sendo, o mar nos brinda com as brumas sobre ondas

Nosso corpo toca docemente esse belo alvorecer de inverno

Essa oferenda da natureza que enseja a todo amanhecer

Um musical em suas águas impetuosas

Mar, tu que és tão belo!

Permita-me invadir suas águas

Carregue- me em seus braços

Mar que se abandona às mãos cálidas da noite

Mar, aquele que torna a nós e a terra mais dócil.

Mar, visão preferida dos deuses do Olimpo.

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             (Sonia Santos - Junho/2002)

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