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. . . . ALMA DE POETA
Há quem diga que poetas vagam sem almas Já que há muito alguém lhe fez prisioneiro Alma de poeta vive largada em um canto qualquer Vive dependurada em algum ombro amigo Ou até mesmo em ombro sem esperança Vive adormecida ao relento Miserável alma Sua direção é a rota das estrelas Vive de estrelas, assim como a noite escura Alma de poeta vive banhada em lágrimas Tal qual os muros da cidade Que se banham com as lágrimas da chuva Alma de poeta anda serpenteando nossa essência Qual um rio que corre envolvendo nossos amores Alma de poeta, alma inocente cravejada de aflição e dores Alma de poeta, abismo de agonia e desalento alheios Poço dos pedidos e desejos dos amores humanos Alma de poeta, vida e cânticos do coração dos amantes. . (Sonia Santos - Junho/2002) |
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HP atualizada: 16/01/2004