Alma de Poeta

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      ALMA DE POETA

 

Há quem diga que poetas vagam sem almas

Já que há muito alguém lhe fez prisioneiro

Alma de poeta vive largada em um canto qualquer

Vive dependurada em algum ombro amigo

Ou até mesmo em ombro sem esperança

Vive adormecida ao relento

Miserável alma

Sua direção é a rota das estrelas

Vive de estrelas, assim como a noite escura

Alma de poeta vive banhada em lágrimas

Tal qual os muros da cidade

Que se banham com as lágrimas da chuva

Alma de poeta anda serpenteando nossa essência

Qual um rio que corre envolvendo nossos amores

Alma de poeta, alma inocente cravejada de aflição e dores

Alma de poeta, abismo de agonia e desalento alheios

Poço dos pedidos e desejos dos amores humanos

Alma de poeta, vida e cânticos do coração dos amantes.

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                     (Sonia Santos - Junho/2002)

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