Confesso

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     CONFESSO

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Essa minha quietação infinita

Aquela qual perturba a alma

E incomoda minha calma

Esses espíritos que se abrigam em meu corpo

Essa alma inconseqüente

Confesso

Necessito abandonar as amarras de meu temor

Soltar as garras que prendem meu espírito

Fazer valer a coragem de meu destino

Conviver no sentido de minhas vontades

Confesso

Sou a provedora desse meu amargurar lento

Vivo a procurar o supremo dom do saber

Vivo a busca da crença inexistente

Percorro os extremos da minha mente

Todos os meus sentidos encontram-se arrebatados.

                                                           (Sonia Santos - Maio/2002)

 


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