Brisa da Manhã

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Brisa da manhã

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Procuro-lhe nas caricias ternas das manhas

Meu corpo sente a falta de tua presença

Minha alma debela o brado

Minha alma lamenta ante a aflição de meu peito

 

A correnteza de pensamentos passa alterando meu alento

Reúno a seiva que resta em minha ternura

Essa agonia oculta, explode em minha garganta

Seu vulto se torna balsamo para minha aflição

 

Unicamente a aura do alvorecer

Ocasiona alento para esse corpo inerte

Corpo que suga sua presença lasciva

Choro lagrimas ao sabor da brisa

 

Brisa da madrugada, amante da solidão.

Mensageira das ilusões sentida

Guardiã de meu corpo deserto

Brisa, aura, sopro e ventania.

 

                                 (Sonia Santos - Maio/2002)

 


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