Houve
um tempo, que de minha janela se ouviam vozes alegres, risos infantis, conversas de
adulto, dias felizes.
Houve
um tempo em que as pessoas
percorriam felizes os quartos de minha casa e quando saíam a felicidade era transbordante. Eu de minha
janela contemplava a
tudo e a todos com o entusiasmo eterno.
Houve
um tempo que de minha janela observei flores e árvores que cresciam
abundantemente, notei que a medida que cresciam se tornavam belas.
Houve
um tempo em que aproveitando o crescimento de árvores e flores pude
correr entre bananeiras,
esconder-me embaixo da pitangueira, subir na goiabeira e encher os olhos de
beleza vendo as flores do
jambeiro.
Houve
um tempo em que o riso se fez presente, a felicidade o par constante e o
amor o sentimento reinante. Mas, de repente em algum tempo as flores
pararam de crescer e do riso
se fez o pranto, da alegria a tristeza iniciante e o amor transformou-se
no pássaro que partiu para longe.
Nesse
tempo ninguém mais entrou e
saiu de minha casa e minha janela de fechou lentamente. Eu, não mais
admirei as flores e os frutos. Naquela casa a natureza adormecera e minha
casa tornou-se apenas parte de um tempo feliz. Mas, haverá um belo dia
em que tudo será como antes, a felicidade entrará
casa adentro
e reinará soberana. Por certo não estarei
debruçada no parapeito de minha janela mas, minha
casa novamente se fará contente e a alegria a enfeitará
eternamente.