Minha Antiga Casa

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  MINHA ANTIGA CASA


Houve um tempo, que de minha janela se ouviam vozes alegres, risos infantis, conversas de adulto, dias felizes.

Houve um tempo em que as pessoas percorriam felizes os quartos de minha casa e quando saíam a felicidade era transbordante. Eu de minha janela contemplava a tudo e a todos com o entusiasmo eterno.

Houve um tempo que de minha janela observei flores e árvores que cresciam abundantemente, notei que a medida que cresciam se tornavam belas.

Houve um tempo em que aproveitando o crescimento de árvores e flores pude correr entre bananeiras, esconder-me embaixo da pitangueira, subir na goiabeira e encher os olhos de beleza vendo as flores do jambeiro.

Houve um tempo em que o riso se fez presente, a felicidade o par constante e o amor o sentimento reinante. Mas, de repente em algum tempo as flores pararam de crescer e do riso se fez o pranto, da alegria a tristeza iniciante e o amor transformou-se no pássaro que partiu para longe.

Nesse tempo ninguém mais entrou e saiu de minha casa e minha janela de fechou lentamente. Eu, não mais admirei as flores e os frutos. Naquela casa a natureza adormecera e minha casa tornou-se apenas parte de um tempo feliz. Mas, haverá um belo dia em que tudo será como antes, a felicidade entrará casa adentro e reinará soberana. Por certo não estarei debruçada no parapeito de minha janela mas, minha casa novamente se fará contente e a alegria a enfeitará eternamente.

(Sonia Santos) Outubro/2001

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